É absolutamente normal que algumas pessoas tenham medo de agulhas. Afinal, elas podem ter passado por alguma experiência dolorosa (oi, Benzetacil!) e as associado a dor. Porém, algumas vezes ela vem acompanhada de sintomas mais severos, podendo inclusive atrapalhar o tratamento. Essa fobia de agulhas é conhecida como aicmofobia e é diferente do medo convencional.
Por que acontece
A causa pode estar em algum trauma de infância, principalmente antes dos 4 anos. Seja alguma vez que não foi tão fácil encontrar a veia ou até mesmo algum remédio mais forte. Existem injeções que demandam maior quantidade ou que o líquido é mais oleoso. É por isso que há a chance de causar dor ao aplicar.
Também o exemplo dos pais, histórias contadas e até mesmo a atitude dos profissionais, pode influenciar. Por exemplo, se os pais dizem que se não tomar o remédio terá que tomar injeção, certamente estão fazendo uma associação negativa. Isso pode levar a um medo ou fobia de agulhas.
O que fazer
Existem algumas medidas que ajudam a combater tanto o medo quanto a fobia. É importante lembrar que, em caso de fobia, o acompanhamento de um profissional de confiança é essencial. Mas se for somente o medo, você pode tentar essas técnicas:
- Respirar de forma pausada e consciente, tentando tirar o foco da injeção;
- Conversar com amigos e familiares sobre o medo e desabafar;
- Praticar ioga e meditação, para aprender a relaxar e respirar caso precise de injeção;
- Fazer acupuntura com semente de mostarda.
Tem tratamento?
Sim, o acompanhamento de um psicólogo pode ajuda a tratar a fobia. Normalmente, a técnica que melhor apresenta resultados para fobias é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Também pode ser que o profissional te encaminhe para um médico, para avaliar a necessidade ou não de alguma intervenção medicamentosa.
É mesmo fobia ou só medo normal?
O medo de agulha é comum e passa rapidamente. Já a fobia causa suor excessivo, enjoo, dor no peito e até taquicardia. É fundamental que você consiga entender o que está sentindo e procure ajuda. Afinal, muitas pessoas que sofrem com essa fobia acabam evitando tratamentos e até agravando casos mais severos. Então, procure um psicólogo e comece a fazer o tratamento, se assim achar necessário.
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